quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Alô meu Deus, senti saudades tuas!

Nasci numa família católica, costumava frequentar a Igreja com a minha vó e a mãe. Logo após a minha primeira comunhão, lá entre meus 10 anos, fui convidada a fazer parte do grupo ONDA (Objetivo Novo de Apostolado) pelos meus colegas Andréa e João Paulo. Confesso que relutei, não entendi o que eles faziam lá. Um dia resolvi ir, para eles pararem de me convidar. No dia que fui não houve reunião, mas todas as crianças do grupo e tios (pais de outros membros do grupo) estavam auxiliando na organização do salão de festas da Paróquia, pois à noite haveria um jantar festivo.  Auxilie e depois fui embora. Cheguei em casa e devo ter dito que não iria mais. Os anos se passaram e certamente eu devo ter decepcionado estes meus colegas, pois nunca mais insistiram para eu participar do grupo.
Continuava frequentando a igreja, indo às missas e achava que estava tudo bem. Mas Jesus queria mais, já tinha plantado uma sementinha... Passaram-se alguns anos e eu fui convidada para fazer a Crisma, não quis, disse que não era necessário. Santa Ignorância!!!! Passou-se mais uns anos e minha irmã, que é dois anos mais nova que eu, foi convidada para fazer a Crisma e aceitou. Então pensei: “se ela vai fazer este sacramento, eu não posso ficar para trás”. He He He He!!! Fiz a Crisma com a minha irmã e alguns amigos. Nesse meio tempo fomos convidadas para participar do MCJA (Movimento Cristão de Jovens Apóstolos). Aceitei prontamente e de quebra levei uns amigos. Participei de retiros, estive a frente da direção do grupo, realizei trabalhos voluntários, etc. Fiquei no grupo durante uns 2 anos e meio, fiz amigos incríveis, conheci pessoas e histórias lindas... Mas como tudo é um ciclo, acabei saindo do grupo, pois não concordava com as atitudes de alguns membros. Foi neste momento que criei uma ruptura, me afastei da comunidade Nª Srª do Livramento, mas jamais de Deus, pois Ele não iria permitir.
E não permitiu. Acabei indo estudar e trabalhar na PUCRS, uma Universidade Católica da congregação Marista. Deus estava agindo, cultivando a tal sementinha que já havia plantado no meu coração. Trabalhava diretamente com os Irmãos Maristas e muitas vezes fui convidada a participar das atividades da Pastoral Universitária. Lembro que uma vez eu e algumas outras pessoas fomos selecionadas entre os milhares de alunos e funcionários da Instituição, a almoçarmos na casa dos Irmãos Maristas e conhecer um pouco mais sobre o dia a dia deles. Foi um encontro especial, produtivo e certamente muito abençoado. Neste meio tempo fui retornando para a Igreja, mas não para a comunidade a qual pertencia (Livramento). Comecei a participar da comunidade da Nª Srª de Fátima e assim aos poucos fui retornando. Mas Deus queria mais e mais de mim!!!!
Foi então, há exatamente um ano que conheci o Padre Santiago, Pároco da minha comunidade de origem. Após sairmos de uma reunião, ficamos conversando e ele me questionou porque eu havia me retirado da comunidade Nª Srª do Livramento, contei sobre a minha caminhada na Igreja e que me sentia acolhida na comunidade Nª Srª de Fátima. Então o padre me convidou a frequentar novamente a Paróquia Nª Srª do Livramento, atendendo ao pedido dele fui algumas vezes. Mas Deus não parou por ai, exigiu mais de mim... Ontem não sei porque razão... sei sim! Era a tal sementinha... Resolvi ir num grupo de oração da Paróquia Nª Srª do Livramento. Chegando lá encontro uma prima que veio muito feliz me acolher, me abraçou, pegou pela mão e me levou a sentar no primeiro banco. Confesso que fiquei meio sem jeito, mas fiquei ali para não desagradá-la. Quando o encontro já estava finalizando fomos convidados a ficarmos mais próximo do Santíssimo. Eu estava imóvel no meu lugar, pois acreditava já estar próxima e queria dar a oportunidade para outras pessoas se aproximarem. Na verdade eu estava meio sem jeito! Mas não é que me puxaram e me levaram para frente do Santíssimo!?! Fiquei cara a cara com Ele e somente agradeci por aquele momento, confesso que abri um sorriso e pensei: “Jesus tu é demais! Eu andei tanto tempo afastada de Ti e você arranjou uma maneira de me trazer para perto. Bem perto! Obrigada!!!” Voltei para casa renovada, fortificada, me senti flutuando!!!! Realmente Deus tem planos para nos trazer para perto dEle que não imaginamos. Ele sabe tudo e jamais desiste de nós! Mesmo que abandonemos seu caminho. Mas quando uma sementinha é plantada, Ele trata de regar e cultivar, pois sabe que um dia ela dará bons frutos.

Isso me faz lembrar daquela música que diz:
"Alô meu Deus fazia tanto tempo que eu não mais Te procurava. Alô meu Deus senti saudades tuas e acabei voltando aqui"
O que dizer além de obrigada por acreditar em mim!?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A volta da Cidadão Quem

Clica no link abaixo e confere a volta da banda Cidadão Quem [Jornal do Almoço - 22.10.2013]
Cidadão Quem se reúne e faz turnê para comemorar os 20 anos de seu disco de estreia

Minha paixão por trabalhos sociais

            Nasci em meio a trabalhos sociais. Sempre gostei de ajudar o próximo, isso faz parte de mim, assim como respirar. Cresci junto com o Projeto Pescar, que hoje é uma Fundação altamente reconhecida em todo mundo. Digo isso pois meu pai trabalhou na Linck, empresa que foi pioneira na criação deste Projeto. Eu, volta e meia estava na empresa e ficava analisando a maneira linda como a Linck trabalhava com aqueles jovens da comunidade. Além disso os filhos dos funcionários da empresa eram convidados em datas comemorativas, como Natal, São João e etc. a doarem brinquedos para crianças carentes. Eu doava na maior alegria!                           
              Lembro que um ano, a Linck fez uma proposta bem bacana, fomos convidados a confecionarmos nossos próprios presentes de Natal. Era bem simples e fácil! Recebemos tecido, bombons, tesouras, fitas, agulhas e linhas. Nosso trabalho consistia em  cortar o tecido em quadrados pequenos, no qual cada bombom foi embrulhado delicadamente e finalizado com um lindo tope. Após, nossas mães faziam as finalizações. Cada família recebeu um kit com dez bombons, ou melhor dizendo, dez enfeites para serem colocados em nossas árvores de Natal. Aquele foi um dos presentes mais geniais que recebi, feito por muitas mãos e com carinho.
                Mas eu não parei por ai, realizei trabalhos sociais e voluntários na escola,  comunidade, Igreja (participando do grupo de jovens), faculdade,  Apae,  trabalho... Participei por duas ou três vezes de uma gincana para arrecadar fundos para o Hospital Livramento, de Guaíba. A gincana era durante um final de semana, mas meses antes já começávamos a arrecadar alimentos e roupas. Eu adorava toda aquela movimentação! Em outras oportunidades auxiliei o Hospital ficando muitas vezes na porta do mercado arrecadando alimentos não perecíveis ou nota fiscais. Hoje existe o Programa Nota Fiscal Gaúcha, mas quando eu era um pouco mais jovem (risos) funcionava de outra forma, a cada ”x” notas trocávamos  por cupons que concorriam a sorteio de prêmios. Caso o Hospital ganhasse algum prêmio este seria rifado, para arrecadar verba.

               Pois então... Já dizia uma querida professora que eu nasci para ajudar ao próximo. Isso ela disse quando foi banca da minha monografia de Relações Públicas. Lembro até hoje, da Profª Neka me abraçando, após eu receber a minha nota e dizer que naquela monografia sobre Responsabilidade Social, ela me enxergava. Fiquei feliz demais! Então o que dizer? Minha alma é assim...  adoro fazer algo de bom pelos outros.